O que fazer com as informações coletadas na comunidade

Depois de reunir todas as informações possíveis sobre a sua comunidade, você poderá realizar uma análise, considerando as possíveis melhorias ou modificações, para determinar a estratégia a ser adotada. Isso fornecerá a base para o seu plano de ação.

I. Localizando no mapa das ruas da cidade ou do bairro, as informações estatísticas - Com essas informações, você poderá mapear os locais em que ocorrem atropelamentos, identificando: rua, avenida, cruzamento ou qualquer outro ponto de referência geográfica que mostre exatamente o local das ocorrências. Se a sua cidade não dispõe de um mapa, você poderá fazê-lo manualmente sinalizando as ocorrências, para melhor visualização.

II. Selecionando a localidade pelo mapeamento - Essa marcação realizada servirá como critério para a pré-seleção das localidades a que você e os parceiros darão prioridade na realização das ações de prevenção. Por exemplo, a(s) escola(s) próxima(s) a esses acidentes ou aquela associação de bairro que se preocupe em prevenir freqüentes casos de acidentes, a comunidade que a universidade ou a empresa queira contemplar - com o objetivo de reduzir a incidência de casos de atropelamento. Mapa de localização.

III. Outras ferramentas para análise - Conheça esta ferramenta de análise e de compreensão dos fatores de risco dos acidentes de trânsito. O resultado desta análise ajudará você nas decisões e no desenvolvimento das etapas que devem orientar a elaboração do programa.

Em 1972, o americano Dr. William Haddon Jr. desenvolveu o conceito de combinação de estratégias (educação, cumprimento da lei e a modificação do ambiente) e resumiu os dados obtidos em uma matriz denominada controle de lesão. Haddon desenvolveu uma abordagem clássica ao identificar os três principais fatores da lesão:

Ele subdividiu cada um desses fatores em três fases temporais do evento de lesão:

  1. A fase do pré-evento (pré-acidente);
  2. O próprio evento (acidente);
  3. A fase pós-evento (pós-acidente).

O resultado se materializou em uma matriz fase/fator constituída de nove células distintas. O exame dessas células pode sugerir várias estratégias para se evitar ou para se controlar lesões. Mais tarde, Haddon delineou dez estratégias genéricas para o mesmo fim, quebrando a cadeia da causa da lesão em vários pontos. A avaliação dessa lista, capaz de identificar uma abordagem mais promissora para se lidar com um tipo de lesão, é conhecida como análise de opções. Em geral, uma combinação de abordagens mostra resultados mais eficazes que a utilização de uma única estratégia.

Combinação de abordagens:

Mostraremos um exemplo de como a matriz de Haddon pode ser aplicada. Exemplificaremos somente a primeira fase, a do pré-acidente, pois se trata da prevenção de lesões em relação a crianças pedestres. Clique aqui para visualizar o exemplo.

O passo seguinte consiste em identificar os fatores de risco sujeitos a modificação para melhor selecionar o que você enfocará. Na impossibilidade de se modificarem itens como idade, sexo da criança e veículos para se reduzir incidência de casos de lesão, você precisa decidir quais as estratégias deve eleger como as mais apropriadas para solucionar as situações encontradas na sua comunidade utilizando, da melhor maneira possível, os recursos de que dispõe.

Considere a variedade das estratégias que poderiam ser aplicadas em cada categoria de risco para decidir a respeito das condições que você abordará.

Lesões em Pedestres dentro da Matriz de Haddon. Clique aqui para visualizar o exemplo.

IV. Pesquisa de Comportamento e Meio Ambiente e a Pesquisa de Velocidade - Com a localidade selecionada, na qual se pretende intervir, e, para ampliar e melhorar a análise, você pode usar como suporte do programa os resultados destas pesquisas.

Etapas da Parte 2

Estratégia: arte de aplicar os meios disponíveis ou explorar condições favoráveis com vista a objetivos específicos.

Com as informações coletadas, a reunião com a comunidade ficará mais interessante.

Material complementar