Com a intenção de auxiliar o professor no desenvolvimento do tema trânsito em sala de aula e para que possa aprofundar as discussões, assim como, apresentar o tema de forma lúdica com seus alunos sugerimos o acesso a alguns materiais didáticos desenvolvidos por profissionais: clique aqui para visualizar.
A partir das reflexões aqui colocadas e da análise de diferentes experiências de educação para o trânsito existentes, é possível desenvolver algumas atividades para o Programa.
As atividades coordenadas dão a oportunidade para um aprendizado contínuo com as crianças. Com as estratégias de ensino e os recursos que temos ao nosso alcance são inúmeras, mas, não pretendemos aqui relacioná- las, mas, sim, ressaltar aquelas que permitem melhor aproximação da realidade da criança. Diante disto e para melhor entendimento seguem sugestões para serem conduzidas na escola ou na comunidade.
A mídia é um instrumento rico para trabalhar o tema trânsito, principalmente em sala de aula. As notícias de jornais e televisão proporcionam um banco de dados sobre os problemas existentes no trânsito e os comportamentos dos cidadãos. Devem-se passar os conceitos, mediante o diálogo e a reflexão, com trocas de experiências pessoais, julgamentos, propostas alternativas e tomada de decisões sobre temas trabalhados.
As atividades com esse recurso podem acontecer de forma útil se forem desenvolvidas de duas maneiras: individual e/ou grupal. A criança necessita aprimorar conceitos por si mesma, exercitando suas potencialidades de aprendizagem alinhadas com suas capacidades, realizando análises, explicações dos fatos e transformação de concepções, mediante técnicas de trabalhos individuais. As técnicas de trabalho em grupo constituem para a formação de atitudes e valores sociais nas crianças. Elas ajudam na comunicação e na organização de melhores relações humanas, contribuindo para o papel social da criança na sua comunidade.
Uma atividade interessante é promover discussões ou debates em sala de aula, que devem ser previamente preparados: notícias sobre temas a respeito de ética e cidadania dos usuários nas vias, dados de mortalidade por acidentes, comentários sobre o código de trânsito; técnica da mesa redonda, na qual os alunos deliberam sobre normas ou colocam em questão comportamentos de trânsito incoerentes.
Outra modalidade que favorece o diálogo, a referência e a responsabilidade é o jogo (amarelinha, gincana, jogo da memória, entre outros). No jogo são representados vários papéis e que podem ser destribuídos em várias situações:
O jogo também pode ser realizado, por meio de maquetes de trânsito e desenvolvido normas pelas próprias crianças para jogarem. O pátio da escola ou a praça do bairro também poderá ser um cenário de jogo, no qual as crianças representam os diversos usuários do trânsito, podendo terminar com a realização de murais e painéis.
Além dos jogos, que ajuda a repassar as situações do trânsito, a simulação de papéis sociais ajuda a compreender e valorizar as funções sociais, por exemplo, dos agentes de trânsito, pois estimula a empatia sobre o papel realizado por ele. A criança colocando-se no lugar do outro, neste caso, do agente, desenvolverá o respeito e a valorização de trabalho para a comunidade.
Neste, como em outros tipos de jogos, incluímos a dramatização: a criança representa o agente municipal de circulação nos cruzamentos conflituosos e trata de explicar as razões, enquanto outros refletem sobre a gama de funções que ele desempenha, perguntando ou representando papéis (um turista desatento, uma pessoa de idade perdida, um cidadão necessitando de atenção urgente, um ferido na via pública). Realizar blitz para os pedestres, ciclistas e outros podem ser desenvolvidas, pois incentiva as crianças a também relacionar-se com a comunidade.
Cabe lembrar a utilidade pedagógica das saídas para a rua, para situações reais, com fim de observar ao vivo comportamentos de pedestres e condutores no respeito a normas, coletando informações ou realizando levantamentos (pesquisas), para posterior classificação, elaboração e análise em sala de aula. As conclusões servem para debate, mural ou elaboração de produção de texto (histórias em quadrinhos, carta, poesia, jornais, revistas).
Como podemos ver, são infinitas as possibilidades de trabalho em grupo sobre o tema trânsito. O que é preciso estabelecer são os objetivos que deseja alcançar, que reflita sobre a idoneidade das atividades, contando com fatores, tais como: tempo requerido, a possibilidade de realização e habilidades das crianças, além de estabelecer um clima motivador e participativo. E que, fundamentalmente, os envolvidos sejam capacitados para realizar as atividades com as crianças. É conveniente e importante que se estabeleça ao término de cada atividade avaliações, levantando se os objetivos foram ou não alcançados. Não esqueça que uma das vértices do programa é favorecer a criação de atitudes, comportamentos e mudanças de conduta para possibilitar a convivência harmônica das pessoas no trânsito.
Cognição:
Processos mentais superiores, tais como o conhecimento, a consciência, a inteligência, o pensamento, a imaginação, a criatividade, a geração de planos e estratégias, o raciocínio, as inferências, a solução de problemas, a conceituação, a classificação e a formação de relações, a simbolização e, talvez, a fantasia e os sonhos.