A circulação de pedestres constitui situação de conflito com os veículos. As travessias devem ser concentradas e organizadas de modo a diminuir os riscos, evitando a dispersão da atenção dos condutores. A escolha da localização e o arranjo das passagens de pedestres são resultado de estudo aprofundado. Da mesma forma, os locais de concentração e circulação de pedestres merecem atenção especial. Assim, e porque as crianças são pedestres potenciais, a sinalização, redutores de velocidade, calçadas deve ser uma prioridade dos órgãos de trânsito.
A educação das crianças e responsáveis, o cumprimento das leis, a atenção da mídia se destacam como aspectos importantes que o Programa pode desenvolver. O outro foco a ser desenvolvido pelo Programa contempla a implementação de mudanças que incluem o desenvolvimento de novos projetos e de melhorias no meio ambiente.
Para participar deste trabalho, convide engenheiros de tráfego e/ou especialistas de trânsito. Envolver pessoas com experiência é fundamental para eficientemente se desenvolver a proposta de melhorias ambientais.
Cada comunidade exibe características peculiares e os ambientes locais variam muito, e é justamente essa singularidade que atua como elemento complicador para se estabelecer uma mesma solução para todos. Existe uma gama de medidas e dispositivos que podem ser utilizados, permitindo diferentes resultados, e que podem ser os melhores se forem acertadamente escolhidos para a situação. Uma medida adotada sem uma avaliação detalhada pode não surtir os efeitos esperados e pode até gerar novas situações de risco. Por exemplo, um semáforo para travessia de escolares pode induzi-los a atravessar a via com desatenção ao movimento dos veículos, por confiarem que os condutores sempre respeitarão o sinal. Nesse caso, se o comportamento dos condutores não for adequado, porque a colocação do semáforo não era a medida mais indicada, justamente pela existência de travessia de escolares concentrada apenas nos períodos de entrada e saída de alunos, a quantidade de atropelamentos nesse local pode aumentar. Assim, dispositivos eficazes para determinadas situações podem não surtir o mesmo efeito para outras.
Muitas vezes, medidas simples e de baixo custo podem solucionar um problema com melhores resultados do que medidas complexas e de alto custo. Deve-se recorrer a uma combinação de conhecimentos a respeito do local, com experiência técnica e julgamento cuidadoso para se optar por uma medida apropriada ou por uma combinação de medidas.
Na busca da solução adequada para cada caso e, portanto, das medidas a serem adotadas, preliminarmente, se conscientizar sobre os princípios da sinalização de trânsito e como aplicá-los com eficácia.
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Legalidade
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- Estar de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro - CTB e Resoluções do CONTRAN. |
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Suficiência
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- Não confundir quantidade com qualidade, pois o excesso dilui a importância dos sinais.
- Permitir fácil percepção do que realmente é importante. |
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Padronização
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- Seguir, sempre, um padrão, preestabelecido, ou seja, situações iguais são sinalizadas da mesma forma. |
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Clareza
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- Transmitir mensagens que são fáceis de compreender. |
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Precisão e confiabilidade
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- Ser precisa, confiável, pois o conteúdo corresponde as
situações existentes.
- Ter credibilidade, pois as restrições são justificáveis. |
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Visibilidade e legibilidade
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- Pode ser vista a distância necessária, bem como poder ser lida em tempo hábil para a tomada de decisão, sem manobras bruscas. |
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Atualidade
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- Acompanhar a dinâmica do trânsito, sendo adequada a cada nova realidade. |
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Manutenção e conservação
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- Estar permanentemente limpa, bem fixada e visível, sob quaisquer condições meteorológicas e de iluminação. |
| Eficácia da Sinalização | Compreensão, aceitação e respeito por parte do usuário. |
Fonte: "Sinalização de Áreas Escolares" - DENATRAN - 2000
Cognição:
Processos mentais superiores, tais como o conhecimento, a consciência, a inteligência, o pensamento, a imaginação, a criatividade, a geração de planos e estratégias, o raciocínio, as inferências, a solução de problemas, a conceituação, a classificação e a formação de relações, a simbolização e, talvez, a fantasia e os sonhos.