Segundo dados do Ministério da Saúde, a cada ano cerca de 6 mil crianças morrem e outras 140 mil são hospitalizadas em decorrência de acidentes. Acesse os gráficos nos links laterais. Somente o trânsito é responsável por quase metade dessas mortes.
As crianças podem estar em maior ou menor risco de sofrer atropelamentos de acordo com a faixa etária ou o sexo. Por isso, é importante entender quem são as maiores vítimas conforme os itens que seguem:
Os pedestres menores de cinco anos normalmente não apresentam índices significativos de taxas de mortalidade por atropelamento. Em parte isso pode ser explicado pela menor exposição de tais crianças, pois estariam sob vigilância e/ou em companhia mais intensa dos pais ou dos responsáveis.
O atropelamento se destaca como a principal causa de morte por acidentes envolvendo crianças na faixa etária que oscila entre cinco a dez anos. Freqüentemente as crianças nesta idade estão iniciando a vida escolar, por isso apresentam uma "janela de vulnerabilidade" nas quais tanto as expectativas quanto as demandas dos adultos extrapolam as habilidades que essas mesmas crianças têm condições de oferecer, se visualizadas na condição de pedestres de quem se espera maturidade suficiente para realizar uma travessia com segurança. Assim, com os responsáveis superestimando as habilidades desse ser ainda em formação, a criança acima de cinco anos estaria, de certa forma, mais exposta aos perigos e, por essa razão, muito mais vulnerável a acidentes de trânsito.
O grupo etário acima dos dez anos apresenta redução do nível mortalidade por acidentes de trânsito, mas merece destaque igualmente pois se registram óbitos em 70% das vítimas acima de 10 anos causados por acidentes de trânsito envolvendo passageiros ou condutores de veículos automotores (VASCONCELOS e LIMA, 1998).
Como acontece em outras ocorrências de morte por causas externas, na condição de pedestres os meninos se destacam como vítimas mais freqüentemente que as meninas.
Segundo THOMPSON, RIVARA e BARBER, MELLO JORGE, WAKSMAN, BASSAOLS, BASSO, CHAN, citados por ALVES (2001, p. 44), no Brasil, em estudos realizados nas cidades de São Paulo, Porto Alegre e Londrina, constatou-se predomínio de ocorrências em relação ao sexo masculino de até 2,1:1.
ALVES (2001, p. 45) observou em Curitiba, a predominância do sexo masculino nos óbitos por acidentes de trânsito envolvendo menores de 14 anos (68,79%), registra-se na proporção de 2,2:1 em relação aos menores do sexo feminino (p=0,0000), e segue o perfil mundial.
As crianças que vivem em regiões onde se concentram populações de baixa renda são mais propensas a atropelamentos. Muitos estudos de diferentes países têm relatado que crianças de baixo contexto socioeconômico correm maiores riscos de sofrer lesões quando se encontram transitando na condição de pedestres.
Mortes por acidentes na faixa etária de 0 a 14 anos - Brasil - 2003 - DATASUS Clique aqui.
Mortes por acidentes de trânsito na faixa etária de 0 a 14 anos - Brasil - 2003 - DATASUS Número Absoluto - Total 2446 Clique aqui.
Cognição: processos mentais superiores, tais como o conhecimento, a consciência, a inteligência, o pensamento, a imaginação, a criatividade, a geração de planos e estratégias, o raciocínio, as inferências, a solução de problemas, a conceituação, a classificação e a formação de relações, a simbolização e, talvez, a fantasia e os sonhos.