Os acidentes de trânsito são considerados pela maioria da população brasileira uma fatalidade, algo que acontece ao acaso, ocorrência inevitável. Porém, ao contrário do que se pensa, poderiam ser evitados 90% dos acidentes caso se adotassem medidas simples, baseadas na conscientização e na mudança de comportamento dos pais e dos responsáveis no cuidado com as crianças, dentro e fora de casa.
A segurança das crianças será obtida quando, respeitando-se os níveis de desenvolvimento infantil, adotarem-se estratégias direcionadas para promover a conscientização das pessoas sobre a segurança no trânsito e, se medidas como educação, cumprimento da lei e modificação do ambiente em níveis individuais e coletivos forem trabalhados com seriedade. Experiências mostram que estratégias associadas e aplicadas por meio de programas são mais efetivas que programas que usam uma única estratégia.
Embora a educação atue como ferramenta indispensável e importante para se despertar a atenção para os problemas e se obterem benefícios mesmo no curto prazo, sozinha a educação não se mostra medida suficiente para se prevenirem acidentes.
Tanto o cumprimento da lei quanto a modificação do ambiente são mais complexos e demoram mais para serem implementados, porém, são mais efetivos em mudanças significativas de comportamento e, em longo prazo, resultam em diminuição nos índices dos acidentes.
A segurança do pedestre é um problema complexo. Para a criança, o ato de atravessar uma via de trânsito inclui situações com dificuldades a serem uma a uma solucionadas e, para tais tomadas de decisão, cada circunstância parece ser a única e assim deve ser considerada.
Uma decisão de travessia inclui: a entrada ou não na rua, conhecimento do local da travessia, o caminho a tomar, a rapidez na travessia e a provável reação do motorista.
As habilidades preestabelecidas incluem não apenas o planejamento do caminho que a criança faz, para ir a escola, mas também a percepção do tráfego, incluindo a realização do julgamento a respeito da intenção da travessia e a habilidade de decisão que deve guiar essa criança no momento certo (SCHIEBER e THOMPSON, 1996).
A supervisão por um adulto, no entanto, prevalece como a principal solução para a travessia das crianças pelas ruas. Isto é particularmente importante porque as idades de maior risco coincidem com o período em que os pais superestimam a capacidade de seus filhos para travessia de uma via de trânsito (DUNNE et al.,1992).
Para promover a segurança da criança como pedestre, foram desenvolvidas mensagens para os pais, responsáveis, professores e a qualquer pessoa da comunidade com iniciativa quando se trata de segurança das crianças como pedestres. Essas mensagens podem ser usadas em iniciativas educacionais, matérias para mídia ou outros esforços de conscientização pública. Clique aqui.
No tópico Como Desenvolver o Programa, você vai ter sugestões detalhadas sobre como desenvolver um Programa de segurança para as crianças como pedestres.
Leia Adequações, Modificações ou Melhorias do Meio Ambiente.